sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Diabo


Sou o ódio encarnado na vingança.
Sou o mal despertado do bem.
Tenho a beleza da juventude, mas minha mente é diabólica, meu beijo é mortal e meus presentes são invenenados, joguem fora, joguem tudo fora, joguem fora a coragem e os presentes.
Não tenho medo dos corajosos, não tenho medo das consequências, pareço legal mas sou terrivel, por tráz das minhas córneas brilham os pensamentos mais maquiavélicos cobertos com o veludo negro do luto da morte de tudo que era bom, agora seco como árvores no outono.
Posso até ser bom, porém nunca indiferente. Não prove minha ira, é mais amarga que o gosto forte do limão apodrecido;
Posso ser mais baixo que o subsolo transparecendo a delicadeza de uma pena.
Eu te disse que eu era podre, não se engane com o olhar de anjo que só eu sei fazer, nem com a gargalhada gostosa que eu posso dar.
Sou de um preço que salário nenhum pode pagar, nem riquezas podem possuir-me, mas eu posso ter tudo aquilo que desejo.
Eu te avisei, meu amor
Eu não sou bom.
Você se enganou.

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